Os pirralhos

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

7 meses de ti, Mónica



E há 7 meses estava eu na maternidade do Hospital de St.ª Maria, à espera da indução (a terceira!!!!) do parto da Mónica. Com 41 semanas e 3 dias, mais uma vez.
A indução voltou a ser de 11 horas, com ela a nascer às 00h06 minutos, de parto normal.
Posso dizer que foi o parto mais fácil dos 3. Com muito poucas dores, e com uma recuperação pós-parto super hiper mega boa! Sem dores. Não fiz episiotomia, mas rasguei. Incrivelmente, não tive qualquer problema com a cicatriz, ou com o que quer que seja.
A subida do leite e a amamentação foi muito boa. Tirando as 2 primeiras semanas, em que os mamilos doem para caramba, ao mamar, não tive qualquer problema.
Aos 7 meses ainda és amamentada. Não usas chucha, e, para introduzir o biberon foi muito dificil.

És uma bebé muito simpática e bem disposta. Comes e dormes bem. Aos 6 meses descobriste o dedo, e adora, quando é para adormecer, chuchas nele. Muito giro. Ainda mamas 2 ou 3 vezes por noite, mas é mamar e adormecer, pelo que não dás grande trabalho.

E, ao fim de 7 meses, posso afirmar, categoricamente, que não é difícil ser mãe de 3 bebés! Tem os seus dias, mas, não é, decididamente, a complicação que antecipei!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

parto humanizado / parto natural

um dos meus sonhos desde o nascimento da Daniela era ter um parto natural. Natural no sentido mais naturalista do termo: seria em casa, no conforto, com o ambiente adequado, com o meu marido, sem qualquer manipulação hospitalar... Mas isto sempre foi nos meus sonhos, porque, na realidade, nunca teria a coragem necessária para dar esse passo. Tenho receio que algo corra mal, ou que ponha em perigo a saúde da criança.
Como tal contento-me com um parto natural em ambiente hospitalar... ou seja, sentiria as contracções em casa, e, quando elas se tornassem próximas, partiria para o Hospital.
Nunca tive essa possibilidade, porque ambos os partos anteriores foram induzidos às 41 semanas e meia. E eu admito claramente que, apesar da primeira vez nem concordar muito com a contagem do tempo (pelas minhas contas, quando o parto da Daniela foi induzido, eu estaria de 40 semanas e meia e não as 41 e meia que diziam... e isso pode fazer a TODA a diferença no começar do parto), a verdade é que já estava cansada da barriga e queria conhecer a miúda rapidamente.
Do Duarte, mais uma vez, foi parto induzido, às 41 semanas e meia. O colo do útero era tão, mas tão espesso, que não havia volta a dar-lhe (juntando-se ao facto da minha médica não ser apologista nem dos toques, nem do descolamento de membranas, para começar o trabalho de parto).
Mas, a verdade é que a indução não me agrada. Temos hora marcada, introduzem-nos um catéter de soro, temos de pôr clisteres (apesar de já ser considerado contra-natura), assim como a tricotomia (raspagem dos pêlos púbicos).
E depois vem a ocitocina, que, pelo menos em mim, foi de 50 para cima, sempre a bombar, começando logo com contracções fortíssimas e sem qualquer intervalo, que me fizeram pedir a epidurar bem antes dos 3 dedos de dilatação (que demoram uma eternidade a chegar...) e depois veio a bela da episiotomia, mais uma intervenção muito utilizada, mas, para mim, se calhar desnecessária, se não fosse a pressa dos médicos...

Ao contrário do que possam pensar, não tenho más recordações dos 2 partos. Apesar de tudo, não foram mauzinhos de todo e a recuperação foi ótima.

Desta gravidez, desejava mesmo ter um início de trabalho de parto natural, de ir para o hospital com contracções ritmadas e com dilatação...
Se a Mónica não mudar de posição no útero - facto que desejo ardentemente, e que penso que vai acontecer - teremos de partir para a cesariana, que é, na realidade, o que menos desejo. Antes uma indução hospitalar...

É que, sendo esta talvez (e quase de certeza!)a minha última gravidez, gostava de ter a experiência de um desencadear de parto normal... Não é pedir muito, pois não? LOL

domingo, 27 de julho de 2008

O parto do Duarte

Finalmente, há uma box de parto livre, e vamos a correr para lá!
Os 10 dedos de dilatação estavam feitos, epidural tinha passado o efeito, e não havia tempo para reforço.

Estava na hora de fazer força...
Mas, as dores eram por demais, as contracções eram fortes demais...
Fui perdendo o controle.
A Médica diz-me, ou faz força agora para o Duarte sair, ou temos de recorrer à ventosa.
Isto, em vez de me dar força, só me deu para dizer: use a ventosa, tire-o mas é daí!
Claro que a médica não utilizou a ventosa. Em vez, disso, fe-me pressão na barriga, para ele descer.
Porra, aquilo doeu muito!
Eu, em vez de fazer força para expulsar o Duarte, fazia força nos abdominais, para combater a pressão dela!
Mas, o que interessa é que O Duarte acabou por nascer logo a seguir...
A sensação de alívio foi imediata.
A médica fez-me uma pequena episiotomia - que levou 3 pontitos apenas - e porque não colaborei. Porque ela disse que tinha conseguido fazer o parto sem a isso recorrer.
Foi pena...
E, ao ver pela primeira vez o Duarte... surpresa das surpresas, ele tinha muito cabelo e bem escuro! Nada como da Daniela!
É uma sensação ímpar, dar à luz um filho... É inexplicável, mas as dores passam mesmo ali, deitada de perna aberta no estribo, com o filho na nossa barriga, em cima dela...
Só tenho mesmo de agradecer o apoio do meu marido, que passou por toda a indução e viu, pela primeira vez, um seu filho a nascer, já que da Daniela, como se usou ventosa, ele teve de sair...
É um momento inexplicável, partilhado a dois...
Amo-te muito, Joquinha!

O Duarte nasceu sujo de mecónio, pelo que teve de ser limpo e bem aspirado, e os seus olhos protegidos por um creme oftalmológico. Por isso, na altura, quase não abria os olhinhos...

Nasceu com 3,450 kg e 50 cm. (Tinha dito antes que ele tinha nascido com 2,450kg. Desculpem)
um belo rapagão!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Hoje são as despedidas

amanhã, às 8h30, lá estarei à porta do Hospital para iniciar a indução.
E espero conhecer o meu pimpolho rapidamente.

Continuo a perder rolhão mucoso, mas, contracções, nem vê-las.

Estou a aproveitar os últimos cartuchos desta gravidez, a fazer muitas festinhas na barriga, porque, não tenho qualquer dúvida, vou ter muitas saudades dela!
Quem sabe, para o ano, não vem uma Mónica?
(o meu marido que não leia isto, senão faz greve de sexo para o resto da vida!!!!! LOL)

Provavelmente, o próximo post será escrito pela minha querida amiga Cátia, a dar a notícia do nascimento do Duarte!

Tal como da indução da Daniela, não estou nada ansiosa ou nervosa. Desta, talvez ainda menos, se tal fosse possível, uma vez que já sei ao que vou.
Só espero é que não demore tanto tempo como o parto dela!

Só me preocupa deixar a minha filha! Isso sim.
Ainda por cima, ela esta noite teve febre e está constipadita.
Não me agrada nada estar dois dias longe, com ela assim.
E, para ajudar à festa, como dormiu mal, hoje não queria acordar, e ainda fez birrinha para ficar na escolinha. Nem quero imaginar se ela me faz isso amanhã... vou com o coração nas mãos...

De resto, já temos quase tudo preparado...
Roupinha da Daniela separada para o pai vestir-lhe nos próximos dias...
A prenda que o mano vai dar à Daniela - O Noddy (boneco grande), e o que a Daniela vai dar ao mano (um elefante pequenino, em azul bebé)...
A mala da maternidade está quase quase pronta (só faltam as coisas de última hora: documentos da gravidez e análises, carregador do telemóvel, máquina fotográfica... etc...)

De resto, hoje é despedida do trabalho!
Trouxe dois bolinhos (um de chocolate e outro de bolacha para adoçar a boca dos meus colegas... sim, porque escolhi dois que não posso comer... um porque tem chocolate - e já não devo comer coisas que possam fazer cólicas à criança - e o outro tem ovo cru - que não posso comer por causa da toxoplasmose!!!!)

Já agora, queria dar os parabéns ao marido da minha amiga Cátia, e à sua amiga Ana, que hoje fazem anos!!!! Muitos parabéns!!!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Rolhão Mucoso

Finalmente, ontem comecei a perder o rolhão mucoso. Nada de muita quantidade.
Mas, se continuar assim, pelo menos já não chego à indução!

São, ou não são boas notícias?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

ainda por cá andamos

A Daniela anda constipadita, por culpa das mudanças de temperatura, certamente!
Esta noite acordou de hora a hora, a choramingar... Foi para a nossa cama, pelo seu pé, às 6 da manhã.

O Duarte, pela primeira vez, deu-me 2 belos pontapés nas costelas!
E não foi uma boa experiência!

De resto, tudo igual.

Eu continuo a achar que o Duarte vai às 41 semanas e meia, e que só o verei após um parto induzido!
"Cheira-me a isso!!!!" LOL

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Por este andar...

O Duarte vai ser o último a nascer...
A Maria, dos Pezucos, ainda vai ter primeiro o seu Tomás.

E as minhas amigas, C e C, que estão grávidas de menos um mês que eu, ainda vão ter primeiro o seu David e a sua Luísa...

É que elas, provavelmente, terão as crianças com 38 semanas, e eu, cá devo andar até às 41 e meia...

Pelo menos, já me vou mentalizando disso... do mal o menos...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

37 semanas


e rapidinho, muito rapidinho... chegámos às 37 semanas!
Agora sim, Duarte, tens autorização para nascer!
Mas só durante a semana!
Aos fins de semana não, porque a mamã tem de dar apoio à mana!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Ontem

à noite pensava mesmo que estava a entrar em trabalho de parto...

Começei a sentir uma dor forte no colo do útero, quando estava a adormecer a Daniela.
Sentia uma pressão tão grande no colo do útero que parecia que se estava a abrir...

E o Duarte mexia-se imenso...

Resultado, senti-me dorida até conseguir adormecer...
E parece que ficou tudo por ali.

Acho que toda esta agitação foi o Duarte a virar-se...
Ele, que já estava posicionado para nascer desde as 25 semanas, voltou a sentar-se!
A raça do miúdo! Bolas!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Plano de Parto

De hoje a 8 dias vou ter a primeira consulta no Hospital onde, provavelmente, vou ter o Duarte!

Como tal, já preparei o plano do parto, para discutir com a minha médica.

PLANO DO PARTO

1. Evitar a indução do parto. Desta vez, e caso tenha de recorrer novamente à indução, pretendo esperar mesmo até às 42 semanas, desde que não haja risco para mim e para o Duarte.

2. Caso seja parto normal, sem indução. Pretendo ir para a maternidade quando tiver contracções de 5 em 5 minutos. Mas tenho de discutir muito bem este aspecto com a médica, uma vez que se diz que os segundos partos se desenvolvem mais rapidamente.

3. Evitar a episiotomia. Não é que tenha tido uma má recuperação da episiotomia no parto da Daniela. Muito pelo contrário. No parto dela, pelo uso de ventosa, era inerente fazer a episiotomia. Mas, de qualquer das formas, pretendo evitá-la.

4. Só quero que cortem o cordão umbilical quando ele acabar de pulsar. Esse sangue que é trocado pós-nascimento é muito importante, pelos nutrientes e pela protecção imunológica adicional. Nas maternidades, costuma-se cortar logo. Pretendo, caso seja possível, que esperem o tempo necessário.

5. Não quero que o Duarte, mal nasça, seja levado para limpar. Quero que o enrolem numa mantinha, e o coloquem ao meu lado.

6. Pretendo que o coloquem na mama na primeira meia-hora de vida dele.

7. Pretendo que ele fique sempre comigo. Não acho que seja necessário levá-lo para aquecer. Basta que o enrolem numa manta e o coloquem junto do meu corpo. Todos os animais conseguem transmitir o calor necessário à sobrevivência das crias, porque havemos nós de ser diferentes?...


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PLANO EXTRA-PARTO

8. Não pretendo ter visitas na maternidade. Apenas o meu marido. Da Daniela foi assim, e espero que seja assim também com o Duarte. E pretendo que essa minha decisão seja mais que respeitada!!! É o primeiro contacto do Duarte com o mundo e os pais, e vice-versa, pelo que acho que temos de ter tranquilidade. Claro que isto chateia muitas pessoas, e os meus pais incluíndo, mas é assim que eu quero! Gostava que a Daniela fosse lá, mas, como tem menos de 2 anos... pode não ser permitido... Logo vemos.

9. A Daniela vai receber um presente do mano. E vai ter um presente para dar ao mano, também. Acho isso importante.

10. Já avisei as visitas que, se pretendem dar algum presente ao Duarte, também têm de dar à Daniela. Mas, de preferência, mais vale não darem nada. Não quero que a Daniela sinta que toda a atenção é agora do mano. Quero que os primeiros dias sejam o mais normais possíveis, e que o mano se integre nessa rotina. É óbvio que sei que as visitas vão lá mais para ver o mano, mas a Daniela não pode ser posta de lado de maneira nenhuma. Ou é assim como digo, ou mais vale não aparecerem! Sinto muito se isso vai ofender certas pessoas... (que sei que vai!)


Penso que é tudo.... caso me lembre de mais alguma coisa, acrescentarei.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

As dores de parto

Estando a ler o relato do parto da Mamã Lenia, e pensando no meu, chego à brilhante conclusão que as mulheres aguentam quase tudo.

A verdade é que, depois de termos os nossos filhos no colo e na mama, as dores de parto não são esquecidas, mas são totalmente relegadas para segundo plano!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Parto - Parte II

Mas o efeito deve ter durado cerca de uma hora.
Por volta das 20h30 eu já estava cheia de dores outra vez. Uma enfermeira pergunta-me à quanto tempo não fazia xixi. Como já nem sabia, nem conseguia responder, puseram-me uma algália.
A médica faz novamente um toque e eu tenho apenas 3 dedos de dilatação à justa. Estava a preparar-se para me furar a bolsa das águas com uma espécie de agulha, mas, ao mexer, acabou por a furar com um dedo.
Durante todo este tempo, o meu marido esteve sempre ao meu lado, tentando confortar-me. Nem queria sair do quarto para comer.Mas, acabou por ser obrigado a sair sempre que me observavam.
Finalmente, lá me deram a epidural. E foi a melhor coisa do mundo! Conseguia finalmente desfrutar do trabalho de parto sem sentir as dores. Recordo que estas eram muito fortes e sem intervalo entre as contracções.
Mais uma vez, o meu marido foi obrigado a sair do quarto, obrigado pelas enfermeiras, que iam fazer a passagem de turno. Só pode regressar quando fui para a sala de partos. Uma tristeza, esta situação.
A certa altura, começei a reparar que o CTG registava muitas alterações no ritmo cardíaco da minha filha. Durante a contracção, o seu ritmo cardíaco subia aos 150 e depois descia aos 80, 70... Chegou mesmo a atingir os 58. Havia alturas em que nem conseguia registar batimentos.
Comecei a ficar preocupada. Ainda para mais, estava sozinha no quarto.
Entraram uns quantos médicos, e uma delas repara nestas alterações. Chama a atenção ao chefe da equipa. A resposta dele foi que iam fazer uma cesariana a uma grávida de gémeos e depois vinham avaliar novamente a situação. Eu pouco mais tinha de 3 dedos de dilatação.
Na mudança de turnos das enfermeiras, mais uma conversa que me deixou ainda mais preocupada. Uma delas repara nas alterações da frequência cardíaca no CTG e pergunta se era normal. A Chefe das enfermeiras do turno que estava a sair disse que os médicos estavam a par da situação e "seja o que Deus quiser".
Seja o que Deus quiser????!!!!!!!
Nesta altura não tinha bem noção do tempo. Mas talvez uma hora, hora e meia depois, os médicos não apareciam, não se viam enfermeiras, e cada vez parecia haver mais alterações no ritmo cardíaco da minha filha.
Eu estava assustada. Falava baixinho com ela, pedindo-lhe para ela se aguentar e ter força, que estava quase cá fora. Só me apetecia chorar. Continuava ali sozinha, pois não sei porque, mas as enfermeiras não deixavam o meu marido entrar.
A certa altura, não aguento mais. Estou verdadeiramente assustada. Começo a tocar insistentemente na campaínha, para chamar as enfermeiras.
Enquanto aguardo, chega um médico. Eu chamo-lhe a atenção para o CTG. Ele vê e faz-me um novo toque.
"Você já tem a dilatação completa! Não sente necessidade de fazer força? Vamos já para a sala de partos. Tem alguém para assistir?"
Eu respondo afirmativamente, e ele diz-me que não sabe se o meu marido chegará a tempo.
Na sala de partos, eu reparo finalmente nas horas: 23h30.
O meu marido lá consegue chegar a tempo. A médica pede-me para fazer força. Eu faço, mas a bebé está muito subida. Tento bastante tempo, mas a médica acaba por dizer que tem de ajudar a bebé a nascer, através de instrumentos (ventosa). O meu marido é obrigado a sair.
Finalmente, a minha bebé acaba por nascer, às 00h22.

Parto - Parte 1

No dia 15 de Novembro de 2006 dei entrada no Serviço de Urgência de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, pelas 8h30 da manhã, para induzir o parto da minha menina.
Ainda na urgência, fui atendida por um enfermeiro, que me deu uma bela fatiota (um camisa aberta atrás, de tamanho XXL, quando eu uso o S ou o M, e um robe de igual tamanho! Parecia um espantalho!) e me perguntou se estava rapada (continuam a imperar os métodos medievais!)
Subi para a sala de partos pelas 11h00 da manhã.
Só me começaram a induzir o parto por volta do meio-dia, introduzindo-me dois comprimidos de prostaglandinas nas partes baixas. LOL
Antes disso, uma médica avaliou o estado do colo do útero: continuava muito fechado! Claro que ela tentou forçar! E o toque foi valente! Quase que subia pela cama acima!
Tive contracções muito leves e espaçadas até por volta das 17 horas.
Nessa altura, fizeram-me outro toque, e apenas tinha feito um dedo de dilatação!
Decidiram por-me a ocitocina, para ver se evoluía mais rápido.
Resultado: começei com contracções muito fortes e sem intervalo entre elas.
Uma hora e meia depois já ninguém me podia tocar. o simples aconchegar de lençois que o meu marido tentava fazer-me, porque eu tremia de frio, era insuportável!
Novo toque, pelas 18h30: dois dedos de dilatação! Eu não queria acreditar! Eu não chorava nem gritava, apenas tentava fazer a respiração adequada! (o que até é engraçado, porque eu nunca fui a nenhuma aula de preparação do parto! Mas foi intuitivo!)
Mas as dores eram insuportáveis!
Como trabalho no Serviço de Anestesia de um Hospital de Lisboa, os Anestesistas do Santa Maria foram uma simpatia para mim! É verdade, a bela da santa cunha a funcionar! Mas é só o que funciona neste país!
Os Anestesistas falaram com a Obstetra, e ela autorizou que se fizesse uma impregnação de sufentanil, para as dores abrandarem!
E a verdade é que resultou! Acho que até adormeci.