(tinha escrito um post, mas o blogger não o gravou nem publicou...)
A questão da indução hospitalar, no parto do Duarte, está sobre a mesa!
Muito sobre a mesa...
Não é o que queria. Não é mesmo o que quería.
Mas enfim...
Eu tenho uma visão muito própria da indução hospitalar. Provavelmente, muito formada pela minha profissão e pela minha experiência no parto da Daniela.
Sinto muito se vou ferir susceptibilidades...
Eu não concordo com a indução do parto porque a mãe quer que o filho nasça naquela data... porque a médica vai de férias e não vai estar disponível para fazer o parto... porque assim não se é apanhada de surpresa por um parto a meio da noite... porque podemos "organizar as coisas melhor"... porque vamos de férias dia tal... ou porque não quero passar das 38 semanas... etc...
E outros motivos tais que, para mim, sinto muito, valem de pouco...
Ao contrário do que se pensa - e do que os médicos dizem... - uma indução hospitalar não é uma coisa simples. É, na verdade, um atentado ao nosso corpo. Param quem não sabe, é o nosso bebé, dentro da barriga, que decide quando nascer. É ele que, através de um mecanismo hiper inteligente da nossa sábia natureza, decide... "ESTÁ NA HORA!!!!"
Dessa forma, o corpo vai reage, começando o útero a contrair-se, de início suavemente e indolormente, e, com o passar do tempo (e da dilatação...) as contracções vão aumentando e intensificando a sua dor e actuação. E o colo do útero vai abrindo lentamente... Não querendo ensinar a missa ao vigário, é assim que se passa...
Numa indução hospitalar, isso não se processa assim... É-nos dado um comprimido, ou colocado no colo do útero (prostaglandina), que vai forçar o colo do útero a abrir-se. Ao mesmo tempo, no soro que está a correr, é colocada uma outra hormona, a ocitocina, que vai fazer com que o útero se contraia. O problema é que estas contracções não são naturais... como tal, são muito mais dolorosas e intensas que as normais...
E isto quando resulta à primeira... porque, muitas vezes, fazem-se 2 ou 3 induções, porque as primeiras não resultaram...
E se as contracções demoram a chegar, e o colo do útero teima em não abrir, mesmo com os toques forçados e o rebentar forçado da bolsa de líquido amniótico, toca de aumentar a dose de ocitocina...
Isso leva a que a mulher sinta as contracções sem intervalo, e num pico de dor muito elevado, semelhantes às contracções de expulsão, quando ainda nem sequer tem os dedos de dilatação suficientes para levar a epidural.
Muito sinceramente, é um sofrimento desnecessário para as mulheres...
E não pensem que o bebé está incólume a isso.
O bebé sofre muito com uma indução hospitalar. Afinal, em vez de ser ele a dar o "sinal de partida" e ir deslizando, ao ritmo de contracções naturais, pelo canal de nascimento... está a ser espremido por intensas contracções, quando aida falta tanto tempo para nascer...
Numa indução hospitalar, o ritmo do bebé, apertado e incomodado com essas contracções, tende a acelerar e a desacelerar. E isso é grave, porque indica que o bebé está em sofrimento. Muitas vezes, essa situação resulta em cesariana, pois o bebé já está em risco, e ainda não está pronto para nascer...
E não tenham qualquer dúvida que isso acontece frequentemente.
O parto da Daniela esteve quase a terminar em cesariana por isso mesmo. Imaginem o que é estarem ligadas ao CTG e verem o ritmo cardíaco do vosso bebé ir dos 180 (que é muito elevado...) aos 50 (que é muito baixo), e, de repente, durante alguns períodos, deixam mesmo de ouvir bater o coração...
É assustador, só vos digo!!!
E a mim aconteceu-me isso. E eu só rezava para que estivesse tudo bem com a minha bebé!
Tive a sorte de fazer uma dilatação rápida, nos últimos 3 dedos, e de ter ido rapidamente para a sala de partos... mas foi um grande susto!
Não quero estar aqui a criticar quem escolhe a indução hospitalar, ou a prefere.
Cada um sabe de si.
Mas a verdade é que nunca ninguém, antes e depois do parto da Daniela, me falou nos riscos inerentes a uma indução hospitalar. E há muitos riscos, para a mãe e para o bebé!
Não aceitem de ânimo leve a decisão de indução hospitalar, por conveniência. Falem e questionem os vossos médicos...
Há situações em que se tem de fazer mesmo uma indução hospitalar... A principal é quando passa o tempo de gravidez e o bebé não mostra sinais de querer nascer... Mas convém que a mulher vá bem informada sobre o que vai fazer...
Há induções hospitalares que são muito fáceis e correm lindamente. Mas a maior parte delas não é bem assim...
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Nota: Por norma, e por termos fins de semana muito agitados, (e porque eu gosto de dormir a sesta!!!! LOL)não costumo postar. Se não o fizer, é porque não há novidades!!!! Caso haja, tenho a minha querida amiga Cátia de "prevenção", como nos hospitais, para dar a Boa Nova!!!!
Não se preocupem! LOL