Os pirralhos

baby babies baby growth
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mónica deu a volta no domingo ao final da tarde

e decidiu encaixar a sua bela cabecinha mesmo em cima do meu nervo ciático.
Resultado: ando coxa, com uma bela dor na nádega esquerda, que mal me deixa andar durante a manhã e final do dia, e que me dá umas belas noites de insónias, por não ter posição para estar deitada.

Eu pedi para ela dar a volta, não foi? Agora não tenho que me queixar!!!!
Não lhe dei instruções precisas sobre como se havia de posicionar, e ela simplesmente escolheu a mais incomodativa, para mim, claro!!!!

Acabei por ir ontem de manhã à Urgência de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, porque a dor continuava a teimar em não passar. Fui atendida por um médico novo, que não deve ser casado nem ter filhos, pela forma como me tratou.
Só faltou chamar-me irresponsável.
Perguntou-me como era o meu dia a dia, e se tinha mais filhos,e ao saber das idades dos pequenos, dos seus pesos, e que eu continuava a pegar no mais pequeno, que pesa 11 kg. E que continuo a cuidar da casa e a passar roupa a ferro, etc e tal.

Disse-me que, nesta fase da gravidez estava fora de questão:
- pegar ao colo do Dudu!
- Limpar / cuidar da casa!
- Passar a ferro!
E que devia estar a descansar o máximo de tempo possível, de pernas para o alto.
E eu respondi-lhe: Diga-me como explico a uma criança com menos de 1 ano e meio que não lhe posso pegar ao colo até a irmã nascer, durante mais 1 mês e meio. Diga-me quem cuida da minha casa e passa a roupa a ferro! O meu marido já me dá uma grande ajuda - mesmo muito grande - mas as tarefas não aparecem feitas por magia.

E teve ainda a lata de dizer - e escrever no relatório médico - que eu fiz / faço esforços intensos durante a gravidez e que achava que esta dor, independentemente de ser compressão do nervo ciático, era resultado de esforço intenso.

Passei-me completamente! Além de me passar um atestado de estupidez e irresponsabilidade, coisa que não sou minimamente, ainda desvalorizou todas as minhas queixas!

Enfim... Lá tenho de me aguentar até 4 de Janeiro, dia em que vou à consulta com a minha médica. Essa sim, compreende, que é impossível não pegar ao colo do Dudu e não fazer as coisas que tenho de fazer, porque é mulher e tem 3 filhos com pouca diferença de idades. Ou seja, sabe o que a casa gasta!


APROVEITO PARA DESEJAR A TODOS OS QUE VISITAM O CANTINHO DOS MEUS FILHOS UM FELIZ NATAL, COM MUITAS PRENDINHAS, MUITO AMOR E FELICIDADE.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

parto humanizado / parto natural

um dos meus sonhos desde o nascimento da Daniela era ter um parto natural. Natural no sentido mais naturalista do termo: seria em casa, no conforto, com o ambiente adequado, com o meu marido, sem qualquer manipulação hospitalar... Mas isto sempre foi nos meus sonhos, porque, na realidade, nunca teria a coragem necessária para dar esse passo. Tenho receio que algo corra mal, ou que ponha em perigo a saúde da criança.
Como tal contento-me com um parto natural em ambiente hospitalar... ou seja, sentiria as contracções em casa, e, quando elas se tornassem próximas, partiria para o Hospital.
Nunca tive essa possibilidade, porque ambos os partos anteriores foram induzidos às 41 semanas e meia. E eu admito claramente que, apesar da primeira vez nem concordar muito com a contagem do tempo (pelas minhas contas, quando o parto da Daniela foi induzido, eu estaria de 40 semanas e meia e não as 41 e meia que diziam... e isso pode fazer a TODA a diferença no começar do parto), a verdade é que já estava cansada da barriga e queria conhecer a miúda rapidamente.
Do Duarte, mais uma vez, foi parto induzido, às 41 semanas e meia. O colo do útero era tão, mas tão espesso, que não havia volta a dar-lhe (juntando-se ao facto da minha médica não ser apologista nem dos toques, nem do descolamento de membranas, para começar o trabalho de parto).
Mas, a verdade é que a indução não me agrada. Temos hora marcada, introduzem-nos um catéter de soro, temos de pôr clisteres (apesar de já ser considerado contra-natura), assim como a tricotomia (raspagem dos pêlos púbicos).
E depois vem a ocitocina, que, pelo menos em mim, foi de 50 para cima, sempre a bombar, começando logo com contracções fortíssimas e sem qualquer intervalo, que me fizeram pedir a epidurar bem antes dos 3 dedos de dilatação (que demoram uma eternidade a chegar...) e depois veio a bela da episiotomia, mais uma intervenção muito utilizada, mas, para mim, se calhar desnecessária, se não fosse a pressa dos médicos...

Ao contrário do que possam pensar, não tenho más recordações dos 2 partos. Apesar de tudo, não foram mauzinhos de todo e a recuperação foi ótima.

Desta gravidez, desejava mesmo ter um início de trabalho de parto natural, de ir para o hospital com contracções ritmadas e com dilatação...
Se a Mónica não mudar de posição no útero - facto que desejo ardentemente, e que penso que vai acontecer - teremos de partir para a cesariana, que é, na realidade, o que menos desejo. Antes uma indução hospitalar...

É que, sendo esta talvez (e quase de certeza!)a minha última gravidez, gostava de ter a experiência de um desencadear de parto normal... Não é pedir muito, pois não? LOL

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A prova da glicose

Confesso que o que mais me custa na gravidez é estar em jejum. E pior ainda é estar em jejum, fazer análises e ter de fazer a prova da glicose.

Não há quem aguente!

E hoje foi um desses dias!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Esta criança

mexe que se farta.
deve ter gostado do peixinho do almoço, ou da sopa de espinafres...
Anda aqui dentro às cambalhotas...

18 semanas desta terceira gravidez



Já vou sentindo bem os movimentos da criança. Ainda não sei o sexo, só lá para o final do mês. Mas acho (espero) que é uma menina! A barriga está muito grande, não passa nada despercebida.

Na rua ou nos espaços comerciais, as pessoas ficam a olhar para nós, não só pela gravidez, como pelo Dudu, com 13 meses, e a Daniela, ainda tão pequenina também.
Na maior parte das vezes, fazem comentários tristes, como "coitadinha"...

Pessoas conhecidas perguntam-me se esta gravidez foi acidente. Como se tivessem algo a ver com isso.

A verdade é que eu estou muito satisfeita por estar grávida novamente, e triste, por saber que quase de certeza esta será a última.