Os pirralhos

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

7 meses de ti, Mónica



E há 7 meses estava eu na maternidade do Hospital de St.ª Maria, à espera da indução (a terceira!!!!) do parto da Mónica. Com 41 semanas e 3 dias, mais uma vez.
A indução voltou a ser de 11 horas, com ela a nascer às 00h06 minutos, de parto normal.
Posso dizer que foi o parto mais fácil dos 3. Com muito poucas dores, e com uma recuperação pós-parto super hiper mega boa! Sem dores. Não fiz episiotomia, mas rasguei. Incrivelmente, não tive qualquer problema com a cicatriz, ou com o que quer que seja.
A subida do leite e a amamentação foi muito boa. Tirando as 2 primeiras semanas, em que os mamilos doem para caramba, ao mamar, não tive qualquer problema.
Aos 7 meses ainda és amamentada. Não usas chucha, e, para introduzir o biberon foi muito dificil.

És uma bebé muito simpática e bem disposta. Comes e dormes bem. Aos 6 meses descobriste o dedo, e adora, quando é para adormecer, chuchas nele. Muito giro. Ainda mamas 2 ou 3 vezes por noite, mas é mamar e adormecer, pelo que não dás grande trabalho.

E, ao fim de 7 meses, posso afirmar, categoricamente, que não é difícil ser mãe de 3 bebés! Tem os seus dias, mas, não é, decididamente, a complicação que antecipei!

domingo, 27 de julho de 2008

a recuperação do parto

Foi óptima, espectacular...
De início, o Duarte não pegava bem na mama, mas, pela noite dentro, ai... já não queria outra coisa...

às 3 da manhã, já estava eu, sentada sobre os 3 pontinhos da episiotomia, a dar de mamar.
às 5 da manhã já estava a pedir à enfermeira se não podia fazer o levante, pois estava aflitinha para fazer xixi.

Nada como do parto da Daniela, onde desmaiei ao fazer o levante, tive quebras de tensão, etc, etc, etc...

O Duarte também se portou lindamente... um autêntico come e dorme...

As saudades da Daniela é que eram mais que muitas... A foto na cabeceira da cama valeu por demais... Era uma boa forma de matar saudades.

As colegas de quarto... impecáveis.
Na sexta feira de manhã, e depois de verificar a minha óptima recuperação, a obstetra - ginecologista deu-me alta.
Isso incentivou-me a ir falar com o pediatra. Como o Duarte só fazia as 48 horas de internamento às 23h35 de sexta-feira, só teria alta no sábado de manhã.
Mas, ao falar com o pediatra, fiz o choradinho de ter em casa uma criança com 1 ano e 8 meses, e que já não a via desde 4.ª feira... Pensei... não tenho nada a perder...
E não é que resultou?

Ele disse que o Duarte estava bem, mamava bem, e como já era mãe de segunda viagem...
Claro que lhe agradeci... e comecei a arrumar as nossas coisinhas... LOL

Desta vez, só tenho bem a dizer do internamento no Hospital de Santa Maria. Tanto das Enfermeiras como dos Médicos. Foi uma óptima experiência, apesar do trabalho de parto mais complicado!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Primeira consulta no Hospital de Santa Maria

Foi hoje...

Resultado:

Tensão um bocadinho alta, e para ser controlada.

Colo exterior do útero permeável a 1 dedo. Colo interior bem fechadinho, como se quer.

Foco fetal óptimo, com o bebé a mexer bem.

Continuo a ser seguida pela minha médica, uma vez que está tudo bem com a gravidez e o bebé.

Volto lá em Junho.

Adenda 12h25 - - A tensão só tem de ser verificada na próxima consulta, porque pode ser casual! Tenho de ficar vigilante a dores de cabeça e de estômago, mas nada de mais.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Estadia na Maternidade (Hospital de Santa Maria)

Por várias razões, não gostei muito.
Logo após a minha filha ter nascido, eles colocaram-na na minha barriga, de costas para mim.
Ela nem chorou. Parecia que miava como um gatinho bebé.
Levaram-na logo. Estive sem ela talvez um pouco mais de meia hora, 40 minutos. Não sei precisar. Retiraram-me a placenta. Pesava mais de 3 kg! Coseram-me. Levei apenas 4 pontos.
Não senti nada. Na verdade, estive sempre muito bem. A epidural durou até às 4 horas da manhã, mais coisa menos coisa.
Deixaram-me sozinha na sala de partos por duas vezes, pois ao lado esta uma mulher a ter gémeos por parto natural. Os médicos estavam curiosos e todos à volta.
Ninguém me dizia nada da minha bebé. Tive de perguntar. Disseram-me que tinha sido levada para aquecer.
Por volta da 01h15, levaram-me de maca para o corredor do bloco de partos. Pouco depois trouxeram-me a minha filha. Foi a primeira vez que a vi e foi fascinante. Parecia uma chinesinha, com os olhos muito inchados e rasgados. As sobrancelhas pareciam unidas e lourinhas. O nariz, deu para ver logo, era igual ao do pai. O olhinho era azul.
Coloquei-a logo na mama. Senti algumas dificuldades para ela pegar, mas penso que era da posição.
O pai veio ver-nos, e vieram-me lágrimas aos olhos, quando olhei para ele e para ela, fruto do grande amor que nos une.
O pai este perto de nós talvez 45 minutos, ou mesmo nem isso. Perguntou à enfermeira quanto ela pesava: 3, 290 Kg.
Quando me entregaram a bebé, disseram-me que a bebé tinha umas feridas na cabeça, resultantes da extracção por ventosa. Mas só na enfermaria vi a extensão da ferida. Uma bela ferida redonda, com direito a um grande hematoma e alto. Parecia que a cabeça tinha sido sugada naquele lado. Umas feridas a porra! O que a minha pequenina sofreu!
Depois fomos levadas para a enfermaria. É daqui que tenho mais más recordações.
Tentaram que eu fizesse o levante por volta das 6h00 da manhã. Resultado: desmaiei. Tive tensão alta e depois tensão baixa.
Na dia em que ela nasceu, ela chorou desde as 17h até por volta das 3h da manhã. Diziam que era cólicas, que eu a excitava muito, que a abanava muito. Ela tinha um choro muito forte e alto. Eu não a conseguia acalmar. Sentia-me uma péssima mãe e as enfermeiras reforçavam esta ideia.
Finalmente, uma mente mais iluminada percebeu que a razão do choro era fome. A Daniela, que devia beber apenas 20 ml de suplemento, bebeu 60! Imaginem a fome!
Como em tudo, há bons e maus profissionais. Nunca nenhuma enfermeira me ensinou qual era a posição mais adequada para ela mamar. Mas sabiam criticar. Uma enfermeira chegou mesmo a afirmar que a minha bebé devia ter algum problema, para chorar tanto e pela forma como o fazia.
As primeiras colegas do quarto também não ajudavam. Não eram muito compreensivas. Uma chegou mesmo a dizer que se ela chorava era porque eu não tinha mamas adequadas para dar de mamar.
E por falar em mamas, nem sabem quantas vezes me espremeram as mamas, vendo se eu tinha colostro, quando eu pedia suplemento para a bebé! Uma falta de respeito.
Senti-me mesmo um animal ali fechada. Só me apetecia assinar um termo de responsabilidade e ir-me embora. Só não o fiz porque não podia trazer a bebé comigo.
Mas também houve lá boas enfermeiras e compreensivas.
Finalmente tive alta, e o que me soube ver, ao fim de 4 dias, a luz do sol, juntamente com a minha filha.